terça-feira, 31 de agosto de 2010

De nada

Ligo o computador, ligo a televisão, ligo o rádio. Ouço uma música que não me empolga. Acendo um cigarro, acendo um incenso, bebo um gole de uísque, bebo um remédio para dor de cabeça. Tento escrever um poema, tento escrever um conto, leio um romance. Mas, nada. Mais nada. O telefone toca. “O que você está fazendo?”, me perguntam. “Nada”, respondo. “Eu também não”, confessam.

O tédio é contagioso.

domingo, 22 de agosto de 2010

Soul

A tristeza não vai para o currículo
A inveja não vai para o currículo
A decepção nunca foi para o currículo
A angústia nunca foi citada em um currículo
A depressão, a injustiça, a vergonha
nunca foram pro currículo
Meus sentimentos jamais estarão em meu currículo.

No meu currículo tem tudo o que não sou.

domingo, 25 de julho de 2010

Currículo

Como vocês não sabem, escrevo para o Jornalirismo, site comandado pelo jornalista e escritor Guilherme Azevedo. Nessa semana, o Guilherme queria atualizar o expediente do site e me pediu para criar um pequeno currículo das minhas atividades. Ou seja, um texto sobre as coisas que andei fazendo nos últimos 21 anos.

Se você me conhece bem, sabe da minha tendência para o deboche e para a falcatrua. Então, depois de mandar um currículo sério para o Guilherme, escrevi este especialmente para o Verbâmidas.

Leandro Machado, jornalista.

Nascido no glorioso fevereiro de 1989, se orgulha de ser um dos poucos remanescente da era do Muro de Berlim. Queria ser comunista, mas preferiu aderir à Coca-Cola e ao Big-Mac. Seus heróis mudaram de armadura, seus inimigos viraram um monstro gigante.

Quando pequeno queria ser poeta, mas a poesia sempre foi muito grande para ele. Decidiu pelo jornalismo para fugir do tédio. Depois descobriu que o tédio é infinito. Como não tinha dinheiro para a faculdade, se inscreveu num programa do governo. Tornou-se um filho do Lula, mas ainda prefere seus pais verdadeiros.

Tem medo de aranhas, ratos, lagartixas e animais do gênero. Sua palavra preferida é “ventoinha”. Adora comer, dormir, beijar e tomar banho. Viveu alguns romances, mas por enquanto não escreveu nenhum.