Odeio despedidas. Aliás, alguém gosta? Tudo bem que existe aquele sentimento de perda e tristeza que o meu coração mórbido e masoquista aprecia, porque, além de tudo e de outras coisas, eu, você e todos nós, gostamos de sofrer um pouco.
Mas se despedir é um porre. E se for permanente, ou seja, se você nunca mais vai ver a pessoa, é duas vezes ruim. Você relembra todos aqueles momentos que passaram juntos, todas as discussões, as brigas, os beijos e abraços etc. E o pior é que, agora, no calor (ou no frio) do adeus, esses momentos até parecem bons, alegres, deixam a sensação de dever cumprido, de experiência vivida, de “tivemos que passar por isso, não é?”.
O coração aperta, são trocadas as últimas palavras, os últimos olhares, as últimas obrigações burocráticas. Ah, se sobrasse mais um tempinho pra conversar, eu diria que sentirei sua falta, que adorei reclamar com você, falar mal dos outros, enfim, ser estagiário com você. Mas o mundo não é feito de “se”; o mundo é composto de salas quadradas com computadores sem coração.
E, infelizmente, no final a gente sempre diz, com lágrimas nos olhos: “Ah, um dia eu passo por aqui, a gente marca alguma coisa”. Mas ambos sabem que isso não vai acontecer. Nunca acontece. As histórias precisam de um ponto final, não de reticências...
Mas se despedir é um porre. E se for permanente, ou seja, se você nunca mais vai ver a pessoa, é duas vezes ruim. Você relembra todos aqueles momentos que passaram juntos, todas as discussões, as brigas, os beijos e abraços etc. E o pior é que, agora, no calor (ou no frio) do adeus, esses momentos até parecem bons, alegres, deixam a sensação de dever cumprido, de experiência vivida, de “tivemos que passar por isso, não é?”.
O coração aperta, são trocadas as últimas palavras, os últimos olhares, as últimas obrigações burocráticas. Ah, se sobrasse mais um tempinho pra conversar, eu diria que sentirei sua falta, que adorei reclamar com você, falar mal dos outros, enfim, ser estagiário com você. Mas o mundo não é feito de “se”; o mundo é composto de salas quadradas com computadores sem coração.
E, infelizmente, no final a gente sempre diz, com lágrimas nos olhos: “Ah, um dia eu passo por aqui, a gente marca alguma coisa”. Mas ambos sabem que isso não vai acontecer. Nunca acontece. As histórias precisam de um ponto final, não de reticências...
Enfim, o fim está chegando, não há mais palavras. Vamos embora e nunca mais nos veremos...As músicas tocam nas caixas lá em cima, músicas que sempre consideramos chatas, mas que agora até parecem legais, emocionantes...Através da janela, nós vemos os prédios e a chuva, como em todas as despedidas.
